O assédio no trabalho e todo tipo de pressão e maus-tratos sobre os trabalhadores continuam dentro da Vale sem que a gestão coíba os exageros e o autoritarismo de gerentes e coordenadores. Os trabalhadores procuram sistematicamente o Sindicato com reclamações e denúncias, mas até a ouvidoria da empresa não se manifesta, mesmo recebendo volumosas informações de ações desrespeitosas e autoritárias sobre os “subordinados”, que são tratados como coisas, e não como seres humanos.
O Sindicato já se manifestou por diversas vezes à alta direção da empresa, que cuida das relações trabalhistas, sobre o caos no relacionamento com os trabalhadores. Infelizmente, no entanto, a empresa não toma a menor medida corretiva, o que nos faz entender que determina que os gerentes tratem os trabalhadores desta forma desumana e agressiva. Os trabalhadores relatam que já fizeram inúmeras denúncias na “Ouvidoria”, mas esta continua surda e não encaminha qualquer solução.
Como os trabalhadores reclamam com a empresa e denunciam ao METABASE BH, parece que o Sindicato também não está tomando providências. O fato é que os trabalhadores estão tensos, adoecendo. A empresa, que falou tanto em doenças psicossociais na discussão do Acordo Coletivo, pressionada pelas novas exigências da NR-01 (Norma Regulamentadora) editada em Portaria pelo Ministério do Trabalho e Emprego para eliminar fatores que levam às doenças psíquicas, continua assistindo os gestores agindo como carrascos, criando um ambiente de convivência insalubre. Esta situação está levando até mesmo trabalhadores a fugirem da participação em CIPAs, com receio do mandonismo, preferindo sair da empresa desumanizada.
Muitos pedem para serem transferidos de localidade para o mesmo cargo e o mesmo salário apenas para fugirem das agressões verbais e de imposições que chegam a ferir as “Regras de Ouro” em busca de produção, sob risco iminente de acidentes.
Voltamos a encaminhar à alta gestão de RH e RTs as informações destas iniciativas deploráveis nos ambientes de trabalho e torcemos para que providências sejam tomadas, a fim de que não sejam necessárias intermediações externas ou processos judiciais contra o assédio moral.