Cartão Alimentação Extra
VALE FARÁ PROPOSTA ALTERNATIVA PARA ACABAR COM O CARTÃO ALIMENTAÇÃO EXTRA
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Em reunião com o Sindicato, empresa fala em queda da inflação, e diminuição local dos casos de Covid onde a empresa opera

A Vale se reuniu nesta quarta, 17, por videoconferência, com a direção do Sindicato, para anunciar sua determinação de não fazer mais neste mês a concessão do “Cartão Alimentação Extra”. Segundo a gerência de Relações Trabalhistas da empresa, estão sendo realizadas reuniões tanto com o METABASE BH quanto os demais sindicatos, para que seja construída uma proposta de transição do fim do cartão extra, de forma que os trabalhadores não tenham um corte repentino do auxílio emergencial concedido durante a pandemia de Covid-19.

A Vale alega que já vem alertando desde maio que estariam acabando as condições para a concessão do auxílio emergencial, com queda nos índices de inflação, maior controle e diminuição dos impactos da pandemia.

As afirmações da empresa foram prontamente contestadas pelo presidente do Sindicato, Sebastião Alves. Ele alertou sobre a grande dificuldade enfrentada pelos trabalhadores com o maior consumo familiar, maiores gastos com energia e mesmo com alimentação básica, com preços elevados nos supermercados. Lembrou que os trabalhadores e familiares encontram-se depressivos e inseguros com o momento difícil e que ficaria muito mal para a Vale abandonar a concessão do “auxílio emergencial” quando não temos a tranquilidade do fim da terrível, doença que nos priva de liberdade e de qualquer ação social. Sebastião diz reconhecer o empenho da Vale, que cuidou dos trabalhadores no momento crônico da pandemia e não se justifica afrouxar as medidas antes de termos a plena segurança do fim desta trágica doença.

A Vale afirmou que na próxima semana apresentará uma proposta de transição para deixar de conceder o cartão extra.

 

NÃO ACEITAMOS QUE VALE ABANDONE O TRABALHADOR

O METABASE BH é contra o corte do cartão extra, que a Vale chama de auxílio emergencial.

Afirmamos que as familias não podem abrir mão deste socorro, diante das ameaças da doença, que ainda continua sem trégua.

Diante da fala taxativa da empresa, que anunciou não mais conceder o cartão extra já neste mês, o Sindicato cobrou que seja garantido, no mínimo, mais dois auxílios emergenciais de, pelo menos, 75% do valor hoje concedido.

Sebastião afirma que a transição até o fim do auxílio seja prolongada, para que os trabalhadores tenham as condições necessárias para combater a doença no isolamento, que exige maior consumo de todos os bens de uma cesta básica essencial.

          

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