Negociações
AVANÇAM MEDIDAS CONTRA A JOGATINA NO PA�S E DOENCAS PSICOSSOCIAIS
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As negociações do Acordo Coletivo de Trabalho do ano passado, as discussões com a Vale passaram por uma cláusula que visava socorrer trabalhadores de uma verdadeira tragédia que vinha se agravando em todo o País: o vício em jogos de azar.

Depois de longas discussões, passou a constar em nosso acordo coletivo uma cláusula que permitia ao trabalhador procurar apoio do serviço médico e social da empresa para tratar dessa doença que leva famílias a uma grave situação financeira, desviando recursos dos salários e forçando a venda de bens materiais para pagar dívidas de apostas malsucedidas. A realidade de quem vive atolado nesse vício leva trabalhadores a forçarem demissão nas empresas para utilizarem verbas rescisórias na quitação de dívidas de jogos e de agiotas (recurso utilizado para socorro imediato), com a situação se agravando ainda mais devido a juros extorsivos.

A cláusula do Acordo Coletivo prevê todo o apoio da empresa para o tratamento dos trabalhadores que o solicitarem, mas deixou claro que aqueles que perdurarem no vício correm o risco de demissão por justa causa, diante da perturbação psíquica causada pelas dívidas e dos graves riscos de acidentes de trabalho que possam atingir os demais companheiros na operação.

No último dia 25, o próprio Governo Federal editou uma medida provisória proibindo as “Bets” em todo o País, dando prazo para jogadores resgatarem eventuais recursos investidos e estipulando penalidades severas para a operação de casas de apostas e de instrumentos de incentivo à jogatina.

A preocupação com os jogos de azar e o socorro garantido para tratamento foram encarados pelo Sindicato com a mesma intensidade e solidariedade com que incentivamos os trabalhadores a buscarem apoio para se livrarem do alcoolismo e do consumo de drogas, que levam às mesmas tragédias motivadas por desajuste psicossocial. A discussão desta pauta vai muito além da repercussão política gerada pela decisão do governo federal de proibir as “bets”, medida apoiada por expressiva maioria da sociedade para socorrer uma parcela gigantesca de cidadãos vitimados pelas dívidas.

          

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